sexta-feira, 31 de março de 2017

Linhas 4- Amarela e 15 - Prata terão operação diferenciada neste domingo 02/04



Imagem ilustrativa (créditos ao autor)


Neste domingo (02), para continuidade das obras civis no mezanino metálico da futura estação Higienópolis-Mackenzie, as estações República e Luz da Linha 4-Amarela, operadas pela Concessionária ViaQuatro, ficarão fechadas durante todo o dia. No trecho entre as estações Butantã e Paulista, a circulação dos trens da Linha 4 ocorrerá normalmente.

Os passageiros poderão utilizar o próprio sistema metroviário para realizar seus trajetos. Os usuários que entrarem nas estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Fradique Coutinho com destino às estações República e Luz devem desembarcar em Paulista e seguir viagem usando a integração com a Linha 2-Verde.

Já os passageiros com destino a Linha 4-Amarela, que estiverem tanto na estação Luz, na Linha 1-Azul, quanto em República, na Linha 3-Vermelha, devem se dirigir até a estação Consolação, na Linha 2-Verde, onde será possível  transferir-se para a Linha 4 e prosseguir viagem pelo sistema.

A operação nas demais estações da Linha 4-Amarela no trecho entre as estações Paulista-Butantã será normal. As estações República (Linha 3-Vermelha) e Luz (Linha 1-Azul) do Metrô funcionam normalmente.

Linha 15-Prata

Na Linha 15-Prata, em função de testes no sistema de controle de trens, as estações Vila Prudente e Oratório deverão permanecer fechadas ao público no domingo (02), das 4h40 às 16 horas. Nesse período, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que circularão no trecho entre as duas estações até o início da operação.

Para informar sobre as mudanças programadas, haverá emissão de mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocação de cartazes e publicação de informativos nas redes sociais. O Metrô recomenda aos usuários que programem suas viagens e adquiram os bilhetes antecipadamente.

Em caso de dúvidas, os usuários têm à disposição a Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), que atende diariamente, das 5h30 às 23h30. Já a Central de Atendimento da Via Quatro (0800 770 7100) atende de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22 horas, e aos sábados e domingos, das 8h às 18 horas.

As informações são da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô

História dos trens do metrô - Frota F

Estamos de volta, desta vez para contar a história de um trem do metrô, o frota F.

A frota F foi fabricada entre 2001 e 2002 pela Alstom para atender a recém inaugurada Linha 5 lilás do metrô.
Em outubro de 2002, o Metrô estava com planos de entregar à população a nova linha que foi passada para sua posse, que ligaria os bairros do Capão Redondo até Santo Amaro (na época, atualmente vai até Largo Treze). Um ano antes, a até então obra, que estava sendo operada pela CPTM como linha G foi repassada para o Metrô, enquanto uma outra obra até Guaianases foi repassada para a CPTM.
Como antes a construção da L5 estava avançada, já estava até com rede aérea , que se utilizava da alimentação elétrica aérea para seus veículos e que havia planejado tal característica para a nova linha, o Metrô abriu edital para compra de veículos que possuíssem mecanismo de captação aérea, diferentemente das outras frotas do metrô na época. Com bitola internacional e captação aérea, veio a Frota F.
Na foto um trem da frota F na estação Giovanni Gronchi.
 
Os novos trens também foram os primeiros a ganhar ar condicionado. Também foram os primeiros a ganhar letreiros digitais no interior dos carros, para indicação de destino e outras informações úteis ao usuário.
O governo de São Paulo pretende concluir e entregar á população a extensão da L5, que deverá chegar até a estação Chácara Klabin com a conexão a L2 Verde. Sabe-se que, além de contar com maior trânsito de pessoas entre as estações da própria linha, e levando em consideração que já há certas ocasiões de lotação no trecho já existente, a integração elevará ainda mais a quantidade de pessoas a utilizar a linha. Como apenas 8 trens não seria o suficiente para atender a demanda, o governo comprou novos trens da CAF, a frota P, que inclusive algumas composições encontram-se no pátio de Guido Caloi e no Capão Redondo, que inclusive estão rodando aos domingos atualmente com passageiros devido a implantação do CBTC, com uma maior demanda, e com mais trens e menor tempo entre cada um, o sistema ideal para tais circunstâncias é o CBTC, que passará a ser instalado no trajeto e nos armários dos trens. A Frota P contará ele como sendo o único sistema automatizado embarcado, então sua operação comercial só se dará quando o CBTC já estiver instalado. Os trens da Frota F tem capacidade de embarcá-lo, não havendo necessidade de maiores adaptações.
 
É previsto que até Maio, a frota P circule normalmente na L5 lilás, e sendo assim, os trens da frota F passaria ou por uma revisão, ou até por uma modernização, algumas composições não tem mais o estofado nos bancos por motivo desconhecido, todas as 8 composições da frota F estão operantes atualmente.
 
Ficha Técnica:
Fabricação: Alstom
Período de fabricação: 2001 a 2002
Construidos: 8 trens 
Formação: 6 carros
Capacidade total de passageiros: 2070
Velocidade máxima: 80km/h
 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Música e dança na Estação Luz da Linha 4-Amarela de metrô

Trem da linha 4-Amarela (crédito ao autor)

Usuários serão surpreendidos com apresentações inéditas de dança até novembro promovidas pelo Núcleo Luz

De abril a novembro deste ano, o Núcleo Luz, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, gerenciado pela Poiesis, realizará oito performances na Estação Luz da Linha 4-Amarela de metrô, operada pela concessionária ViaQuatro. A primeira apresentação, com trechos do espetáculo “O Lago de Nós”, de Chris Belluomini, acontece na quarta-feira, dia 29 de março, a partir das 15h30. 

Com a proposta de surpreender o público que estiver circulando na estação, a coreografia começa com pequenos grupos que vão se somando até completar todo o elenco que é composto por 38 jovens de 18 a 24 anos. Além de ver a reação do público, a apresentação é importante para o processo de aprendizado desses jovens dançarinos que até o momento tinham experiência apenas no palco.
 
A realização deste e de uma série de outros eventos do Núcleo Luz em 2017 têm patrocínio da ViaQuatro. Além de contribuir para a mobilidade urbana, a concessionária acredita que promover acesso à cultura reforça seu compromisso com a sustentabilidade do seu negócio e ainda possibilita uma experiência de viagem diferente para os passageiros. Este projeto também conta com o patrocínio da Prodesp, ambos por meio da Lei de Incentivo à Cultura.
 
Sobre o Núcleo Luz 
Criado em 2007, o Núcleo Luz faz parte do Programa Fábricas de Culturas da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, gerenciado pela POIESIS. Um projeto que oferece oportunidade a jovens de baixa renda vivenciar a linguagem da dança de maneira mais aprofundada. A participação é gratuita mediante inscrição e processo seletivo. O projeto oferece aos aprendizes matriculados uma programação diversificada de atividades, além de bolsa-auxílio mensal, alimentação e transporte.

As informações são da Via Quatro

Rede Noticiando completa 5 anos

Logo marcas Perfis Noticiando
Há 5 anos um jovem de 16 anos acompanhando as informações do transporte pelo Twitter, aconselhado por seu tio resolve criar um perfil com intuito de ajudar a outras pessoas, o foco? Informações sobre o transporte ferroviário, então nasce o CPTM Noticiando no Twitter @cptmnoticiando.

Com informações precisas da circulação dos trens, funcionamento das estações, falhas e denúncias o perfil foi caindo no gosto dos usuários levando a um crescimento rápido, em menos de 6 meses já tinha quase mil seguidores, na época poucas pessoas utilizavam a ferramenta Twitter e os perfis denominados ''oficiais'' caminhavam para de fato entrar no ar. Infelizmente por motivo de problemas de saúde, do então criador do perfil, o mesmo ficou parado cerca de 18 meses, retornando suas atividades com um novo modelo e conceito de gestão: O jornalismo independente!

Neste novo modelo, juntou a ideia de um novo membro que se tornaria peça fundamental do perfil, Eduardo Paulino da Silva (que posteriormente criou o Site Mobilidade Sampa). Eduardo trouxe inovações ao perfil, trazendo notícias, curiosidades e divulgando eventos que então acontecia nas dependência da companhias (Metrô e CPTM) que administram os trens em São Paulo e região metropolitana. Vendo a necessidade de migrar para outras plataformas e falar de forma mais abrangente, o então criador dos perfis Noticiando Igor Roberto criou os perfis Metrô SP Noticiando, SPTrans Noticiando e EMTU Noticiando no Twitter, com o intuito de levar a um público ainda maior, informações relevantes sobre cada modalidade de transporte. Nesse intervalo de tempo foram criadas as páginas CPTM Noticiando e Metrô SP Noticiando no Facebook.

Em 2015 após uma conversa entre Igor Roberto e Eduardo Paulino, chega a decisão de trazer um novo membro, já sendo observado de perto por Eduardo. Anderson Dantas chega aos perfis Noticiando após convite com a missão de erguer um dos canais mais complexos na época dos perfis Noticiando. O Metrô SP Noticiando!

Anderson foi responsável pela primeira transmissão Ao Vivo no Facebook feita por perfis colaborativos e/ou mídia independente, inovando o conceito dos perfis, trazendo mais informações aos canais Noticiando e responsável por cobrir in loco assembleias para decisão sobre greves das companhias, entrega de novos trens e uma entrevista exclusiva com o governador Geraldo Alckmin.

A então administração dos perfis Noticiando, decide que é hora de expandir ''o mundo da informação'' e decide montar um grupo para trocar informações com outros usuários para que eles pudessem acompanhar toda a realização do trabalho, neste modelo outros colaboradores foram chegando e o primordial era concretizado, a informação de usuário para usuário ganhava força.

Após uma mega falha (uma das) na Linha 7-Rubi, chega ao Noticiando, após convite de Anderson Dantas, Rodrigo Thauam, um garoto de poucas palavras mas com grande sabedoria e conhecimento do sistema metroferroviário, ganhando a responsabilidade de erguer um dos canais mais complexos do Noticiando: o Instagram. Em pouco tempo sob sua administração, o perfil cresceu de forma exorbitante, sendo hoje um dos perfis mais requisitados, Rodrigo é também responsável por atuar diretamente no canal do Youtube do CPTM Noticiando, levando vídeo exclusivos. Após conversa com Igor Roberto, os dois decidiram alavancar os blogs CPTM Noticiando e Metrô SP Noticiando, onde Rodrigo é responsável por trazer as história das frotas, estações e outras curiosidades do mundo metroferroviário.

Em abril de 2016, após briga de torcedores do Palmeiras e Corinthians na Estação Brás da linha 3-Vermelha, um usuário envia fotos ao Metrô SP Noticiando e passa a reportar tudo que estava acontecendo no momento, Anderson Dantas entusiasmado com o perfil do usuário que reportava tudo de forma objetiva e assertiva, convida o mesmo que é integrado ao grupo de usuários, onde pouco a pouco ganha seu espaço. Mario Lucas se torna uma das peças fundamentais do então jornalismo independente que os perfis Noticiando estava emplacando e desde então muitos trabalhos começaram a surgir com a assinatura deste administrador. 

Mario foi responsável por uma das homenagens mais visualizadas e compartilhadas da história dos perfis Noticiando, homenageando um funcionário do Metrô de São Paulo, que inclusive foi tema de reportagem em jornais e se tornou nome de um projeto do Noticiando, o "Projeto Conrado". Responsável por trazer informações da linha 10-Turquesa, denúncias, cobrando manutenções em trens e estações, Mario também foi um dos pioneiros do Ao Vivo dos perfis Noticiando, cobrindo in loco falhas, movimentação de usuários, realizando reportagens e trazendo informações da circulação de trens, hoje Mario Lucas é responsável diretamente pelo perfil da linha 10-Turquesa no Twitter, do qual realiza transmissões ao vivo, traz denúncias e é o porta voz da linha 10-Turquesa, colaborador do Instagram e sempre inovando com ideias, sendo peça fundamental da liderança de todos os canais Noticiando.

Os perfis Noticiando contam com mais dois criadores de conteúdos (CDCs), Dayane Priscila, responsável por trazer alguns dos projetos de resgate a cultura que os perfis Noticiando fazem e sendo administradora líder do perfil da linha 7-Rubi  no Twitter e Willian Venâncio do qual traz seu jeito gestão de alinhamento para ajudar sempre que necessário na organização de todos os canais, o mesmo já foi administrador direto dos perfis Noticiando, onde permanece com sua cadeira cativa lá, por opção desejou ser ''retaguarda'' do Noticiando, sendo hoje administrador do perfil da linha 12- Safira no Twitter.

A equipe ainda conta com cerca de 30 colaboradores, que trazem informações do dia a dia nas estações e trens, denúncias, curiosidades e ajuda no auxílio aos demais usuários, todos de forma integrada pensando no coletivo, ajudando a si mesmo e ajudando os demais usuários. 

Hoje os perfis Noticiando tem sob administração 5 pessoas, com liderança de Igor Roberto, o corpo fixo de administradores são: Anderson Dantas, Eduardo Paulino, Mario Lucas e Rodrigo Thauam, contam com o apoio de co-administradores de perfis no Twitter: Aline Kelly, Dayane Priscila, Roberto Pedro, Leandro Freitas, Willian Venâncio e Willyara Amorim.

Levando informações para mais de 57 mil pessoas em seus canais chamados de casa (perfis que terminam com Noticiando), com seu tradicional bordão #InformaçãoVerdade e levando a todos com seu slogan "A notícia na palma da sua mão".

A administração dos perfis Noticiando agradece a todos por essa companhia e confiança ao longo destes 5 anos, e que possamos estar juntos por muitos e muitos anos, trazendo tudo que for relevante de informações sobre o transporte público de São Paulo, essa é a Rede Noticiando de Perfis!


SP lança edital de concessão das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro

Trem do Monotrilho linha 15-Prata

O governador Geraldo Alckmin lançou, nesta quinta-feira (30), o edital de concessão para as Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro de monotrilho. “O leilão será 4 de julho na Bovespa. O lance mínimo é R$ 189,6 milhões e nós esperamos dentro do prazo da concessão 3 bilhões de investimentos e reinvestimentos”, explicou Alckmin.
Com a concessão, a operação comercial das duas linhas será administrada pela iniciativa privada por 20 anos. O valor estimado do contrato é de R$ 10,8 bilhões. Isso corresponde à soma das receitas tarifárias de remuneração e de receitas não operacionais, como exploração comercial de espaços livres nas estações, por exemplo.
O investimento previsto do parceiro privado é de R$ 88 milhões, que serão aplicados em melhorias e infraestrutura das linhas, visando atender aos indicadores de desempenho exigidos do concessionário para oferecer serviços de qualidade à população paulista.
Linhas 5 e 17 

A Linha 5-Lilás terá 17 estações ao longo de 20,1 km, ligando Capão Redondo à Chácara Klabin, incluindo dois pátios de estacionamento e manutenção de trens.
A demanda estimada para a linha completa é de 850 mil passageiros por dia. O trecho fará interligação com as linhas 1 – Azul, 2- Verde e 17 – Ouro do Metrô, Linha 9 – Esmeralda da CPTM e três terminais integrados de ônibus.
Já a Linha 17-Ouro integrará o Aeroporto de Congonhas à rede metroferroviária da capital paulista, com tecnologia de monotrilho. O trecho de 7,7 km de extensão compreenderá oito estações elevadas (Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin, Vila Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi) e um pátio de estacionamento e manutenção, Águas-Espraiadas. Com demanda diária prevista de 200 mil passageiros, a linha 17 será integrada com a linha 5 – Lilás do Metrô e a Linha 9 – Esmeralda da CPTM.
Mais melhorias 

Também foi lançado o edital de licitação para a construção da estação Morumbi do monotrilho da Linha 17-Ouro. A nova estação será elevada e ficará na Marginal Pinheiros, entre a estação Morumbi da CPTM e a margem do rio Pinheiros, permitindo acesso rápido e gratuito à Linha 9-Esmeralda. A contratação também inclui obras de adequações na estação da CPTM, com a construção de um mezanino ao final da plataforma, além do acréscimo de duas escadas rolantes, elevador e uma escada fixa.
A estação Morumbi será a última estação do trecho prioritário da Linha 17-Ouro, que terá 7,7 km de extensão e oito estações, entre Congonhas e Morumbi (CPTM), além de conexão com a Linhas 5-Lilás, na estação Campo Belo. Atualmente, cerca de 900 pessoas trabalham nas obras de implantação da Linha 17 e no pátio de manutenção. A expectativa é de concluir o trecho em julho de 2019, atendendo a 185 mil usuários por dia.
Obras de ampliação 

O Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal aprovaram duas novas contratações para a continuidade das obras de extensão da Linha 9-Esmeralda até Varginha.
Com essa aprovação, a CPTM receberá recursos do PAC da Mobilidade para a implantação de Suprimento de Energia e do Sistema de Integração ao Centro de Controle Operacional (CCO). “Nossas obras nas áreas de ferrovia estão gerando, atualmente, 13 mil empregos diretos, registrados em carteira”, contabilizou Alckmin.
A Linha 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú) transporta atualmente cerca de 570 mil usuários/dia. Com a ampliação de 4,5 km entre Grajaú e Varginha, a projeção é que sejam acrescentados à linha 110 mil usuários atendidos. O valor previsto para a obra é da ordem de R$ 790 milhões. Até o momento, a obra foi executada com recursos financeiros do Governo do Estado.
As informações são do Portal do Governo

terça-feira, 28 de março de 2017

Arena Corinthians recebe jogo às 21h45 com Metrô em horário diferenciado


       Trem frota H linha 3- Vermelha (Foto: Anderson Dantas)

Com Brasil x Paraguai, pela 14ª rodada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo 2018, a Arena Corinthians recebe nesta terça-feira (28/03) a partida às 21h45.

Para atender aos torcedores que desejarem usar o transporte metroferroviário após o jogo, a Estação Corinthians-Itaquera da Linha 3-Vermelha do Metrô fechará à 00h30. Os torcedores que entrarem no sistema metroviário até este horário terão integração garantida com as linhas 1-Azul, 2-Verde, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata.

O Metrô recomenda a compra antecipada de bilhetes para facilitar as viagens.

Com relação a CPTM, a mesma não altera sua grade operacional nos dias de jogos realizados nos estádios localizados na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo. O usuário tem garantida a transferência entre linhas, desde que esteja em sua última estação de transferência até à 0h.

Demais jogos durante a semana

A decisão da Estação Corinthians-Itaquera da Linha 3-Vermelha do Metrô funcionar em horário diferenciado, quando houver partidas com início às 22h, foi tomada em 29 de julho de 2014, após reunião na época, entre os secretários de Planejamento, Júlio Semeghini, e dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o presidente do Metrô, Luiz Pacheco e o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez e o presidente do Corinthians, Mário Gobbi.

Para garantir que não haja problema entre os torcedores de outros times, o direito ao horário ampliado foi garantido não só aos jogos na Arena Corinthians, mas também nos estádios: Canindé (Estação Portuguesa-Tietê da Linha 1-Azul), Pacaembu (Estação Clínicas da Linha 2-Verde) e Allianz Parque (Estação Palmeiras-Barra Funda da Linha 3-Vermelha). Referente a Estação Butantã da Linha 4-Amarela, a ViaQuatro informa que agora analisa se a estação fechará à 00h30 em dias de jogos com início às 22h no Estádio do Morumbi.


As informações são do Mobilidade Sampa 

sexta-feira, 24 de março de 2017

Linha 4- Amarela e 15 - Prata terão operação diferenciada neste domingo (26/03)

Foto divulgação: Companhia do Metropolitano de São Paulo

Neste domingo (26), para continuidade das obras civis no mezanino metálico da futura estação Higienópolis-Mackenzie, as estações República e Luz da Linha 4-Amarela, operadas pela Concessionária ViaQuatro, ficarão fechadas durante todo o dia. No trecho entre as estações Butantã e Paulista, a circulação dos trens da Linha 4 ocorrerá normalmente. 
  
Os passageiros poderão utilizar o próprio sistema metroviário para realizar seus trajetos. Os usuários que entrarem nas estações Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Fradique Coutinho com destino às estações República e Luz devem desembarcar em Paulista e seguir viagem usando a integração com a Linha 2-Verde.  
  
Já os passageiros com destino a Linha 4-Amarela, que estiverem tanto na estação Luz, na Linha 1-Azul, quanto em República, na Linha 3-Vermelha, devem se dirigir até a estação Consolação, na Linha 2-Verde, onde será possível  transferir-se para a Linha 4 e prosseguir viagem pelo sistema. 
  
A operação nas demais estações da Linha 4-Amarela no trecho entre as estações Paulista-Butantã será normal. As estações República (Linha 3-Vermelha) e Luz (Linha 1-Azul) do Metrô funcionam normalmente.  
  
Linha 15-Prata 
  
Na Linha 15-Prata, em função de testes no sistema de controle de trens, as estações Vila Prudente e Oratório deverão permanecer fechadas ao público no domingo (26), das 4h40 às 16 horas. Nesse período, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que circularão no trecho entre as duas estações até o início da operação. 
  
Para informar sobre as mudanças programadas, haverá emissão de mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocação de cartazes e publicação de informativos nas redes sociais. O Metrô recomenda aos usuários que programem suas viagens e adquiram os bilhetes antecipadamente.  
  
Em caso de dúvidas, os usuários têm à disposição a Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), que atende diariamente, das 5h30 às 23h30. Já a Central de Atendimento da Via Quatro (0800 770 7100) atende de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 22 horas, e aos sábados e domingos, das 8h às 18 horas. 

As informações são da Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô 

domingo, 19 de março de 2017

Agentes do Metrô salvam jovem com microcefalia

Foto: Diário de São Paulo

Eram 5h30, quando a artesã Simone Alves, de 41 anos, acordou e não encontrou o filho Bruno Alves, 23, em seu quarto. O desespero de mãe foi ainda maior, pois Bruno é um jovem com microcefalia. Ambos vivem na Vila Formosa, Zona Leste. Preocupada, ela nem imaginava que a 10 km dali, na Estação Alto do Ipiranga da Linha 2-Verde, na Zona Sul, três seguranças do Metrô o resgatavam.

José Rodrigues, Lucas Matsumoto e Douglas dos Santos foram os responsáveis pelo final feliz da manhã de Simone.

"A gente percebeu que ele estava um pouco perdido na estação, mas enfrentamos algumas dificuldade para ajudar, porque não conseguíamos entender o que ele falava", explicou Douglas, um dos agentes de segurança.

Já na Vila Formosa, Simone informava à polícia e também à SPTrans sobre o desaparecimento do rapaz. Bruno saiu apenas com um pertence em mãos: o Bilhete Único. 

Enquanto a mãe buscava meios para encontrar o filho, os agentes passaram as informações de Bruno, que conseguiram também pelo cartão, para as centrais do Metrô e da SPTrans. "Foi o momento certo, porque identificaram na hora que as características faziam parte da mesma ocorrência", explicou Douglas.

Com a história e o final feliz, os funcionários seguiram com o jovem para a Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), na Estação Barra Funda da Linha 3-Vermelha. Durante as quatro horas longe da família, Bruno aparentou estar tranquilo. O reencontro ocorreu por volta das 9h.

A mãe, no entanto, só conseguiu ficar tranquila e aliviada ao ver o filho pessoalmente. "É como tentar encontrar uma agulha no palheiro, você fica desnorteada. A cidade é grande e tem muita gente maldosa, infelizmente."

Para Simone, Bruno "fugiu" de casa porque, na quinta-feira, havia pedido para encontrar alguns amigos da igreja, mas ela não autorizou. "Estava muito tarde e achei melhor não deixar. Ele ficou estressado e ficou pedindo o Bilhete Único."

Considerados por ela os heróis do dia, a situação vai ficar marcada na vida dos agentes. "É gratificante poder ajudar, porque você fica angustiado como se fosse um familiar", confidenciou Douglas.

As informações são do Diário de São Paulo

Governador Alckmin entrega novos trens e sistema de sinalização para a linha 5-Lilás.

Frota P (Foto: Rodrigo Thauam)


Com novos trens e sistema de sinalização, passageiros terão mais conforto e viagens rápidas.

O governador Geraldo Alckmin entregou neste domingo, 19 de março, seis novos trens da frota P e o sistema automático de sinalização e controle CBTC para a Linha 5-Lilás. A nova frota passará por uma etapa de testes, funcionando no trecho Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, aos domingos.

Esta fase dos testes vai possibilitar a realização de ajustes finais e aperfeiçoamentos do mais moderno sistema de controle de trens. A expectativa é a de estender esta operação também aos sábados a partir de abril, chegando à operação plena, durante os dias da semana, em maio.

Cabine Frota P (Foto: Dayane Priscila)

Cabine Frota P (Foto: Dayane Priscila)

Com a entrada em operação da Frota P, os usuários terão à disposição trens modernos e mais confortáveis que contam com sistema duplo de ar-condicionado, portas mais largas que facilitam o embarque e desembarque, corredor de passagem entre os carros,, câmeras de segurança e monitoramento, sistema de freios antideslizantes e antiderrapantes, iluminação LED, mapa dinâmico que mostra as estações percorridas, sistema de detecção e combate a incêndios, além de mensagens sonoras gravadas, que se adequam ao nível de ruído dentro do trem e regulam seu volume automaticamente.

Interior do Frota P (Foto: Dayane Priscila)

Interior do Frota P (Foto: Dayane Priscila)

CBTC - Em português significa Controle de Trens Baseado em Comunicações, é um moderno sistema de sinalização e controle de trens, que possibilita a diminuição do intervalo de trens com maior velocidade e menor consumo de energia. Esse sistema hoje já é utilizado na linha 15-Prata do Metrô e na 4-Amarela.

Com a entrada em operação do Frota P, num total de 26 composições (foram entregues oficialmente 8 composições) irão se juntar ao 8 trens da Frota F que já operam no trecho já existente de 9,3 Km e 7 estações entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Alckimin anunciou também que até Julho 3 novas estações serão entregues. São elas: Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, ficando as estações Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin para dezembro de 2017. A estação Campo Belo será entregue apenas em 2018.. Quando completa a linha 5-Lilás de Capão Redondo a Chácara Klabin, irá transportar mais de 780 mil pessoas diariamente.

Confira nossa transmissão Ao Vivo da entrega do Frota P e uma viagem da cabine do novo trem da linha 5-Lilás: bit.ly/2nbvOFi 

Adaptação do texto: Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô
Imagens: Metrô SP Noticiando 

quinta-feira, 16 de março de 2017

História dos trens do Metrô SP - Frota E

Bom dia/tarde/noite pessoal, agora na semana da história dos trens do Metrô de São Paulo, vamos contar sobre a história do Alstom Frota E.

O trem da frota E foi fabricado entre os anos de 1998 a 1999, para de inicio, operar na linha Leste-Oeste, e depois foi realocada para a Linha 2 Verde.
A nova leva de trens foi encomendada nessa época, ainda sob a responsabilidade contratual da empresa Mafersa, para que dessem auxílio aos trens circulantes no suprimento da demanda operacional. O lote estava previsto em um total de 22 composições com sistemas operacionais mais modernos incorporados, que estavam previstas para meados de 1996 ou 1997, porém, com a falência da Mafersa, o lote de trens foi reduzido, de 22 composições para 11 composições, e a nova empresa que foi licitada para a fabricação desses trens foi a Alstom, que já possuia uma filial na Lapa, e o prazo de construção foi estendido até 1999.

A primeira numeração da Frota E começava no 348, continuidade do Frota D, que terminava em D47 - 347, e depois de um tempo ganhou a numeração atual, E01 a E11.
Trem da frota E (E08) em operação na L2, estação Vila Madalena.

Em fevereiro desse ano, alguns trens da frota E estão sendo transferidos para a Linha 1 Azul, não se sabe ao certo o porque disso, pode ser para padronizar a Linha 2-Verde com composições modernizadas e equipadas com CBTC, ou a frota E ajudar na operação da L1, já que algumas composições da mesma estão na modernização ou em teste (I02, I09, I14, J26, J30, J39, L37, L41, L42).
Trem da frota E em operação na L1 Azul,estação Jardim São Paulo. 
 
Seu design interno segue uma vertente muito forte das antigas frotas C e D:
Visão do salão do frota E.

Ficha Técnica:
Fabricante: Alstom
Entrada em operação: 1999
Total construidos: 11
Formação: 6 carros
Linhas operantes: 1 Azul e 2 Verde
Velocidade máxima: 100kmh
Comprimento Total: 130,05m
Comprimento do veículo 21,13 m (cada carro)




















 















segunda-feira, 13 de março de 2017

Metrô de SP pode entrar em greve nesta quarta-feira 15/03

Trem frota G (Imagem Ilustrativa: Metrô SP Noticiando)

Sindicato dos Metroviários fará paralisação de 24 horas contra a reforma da Previdência; 

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo promete fazer uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (15). Os funcionários do Metrô irão aderir a uma manifestação nacional contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) enviada pelo governo federal que visa fazer alterações na Previdência Social.

Segundo a página do sindicato na internet, os metroviários da capital paulista farão uma assembleia nesta terça-feira (14), às 18h30, para organizar a greve. O Metrô foi procurado pelo iG para informar se irá acionar o Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para minimizar os danos à população, mas a empresa não respondeu até o momento da publicação desta reportagem.

A base do Sindicato dos Metroviários abrange os funcionários que atuam nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata. Na Linha 4-Amarela, cuja operação é de responsabilidade da empresa ViaQuatro, os trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo, que não informou se irá aderir à paralisação.

Outras categorias, como dos bancários, químicos, metalúrgicos e professores também prometem aderir às manifestações na quarta-feira contra a reforma da Previdência. Há previsão de bloqueios em rodovias e avenidas da capital e da Grande São Paulo.

O texto da reforma da Previdência está em tramitação em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, onde deverá ser votada até abril. A proposta prevê pontos polêmicos, como o estabelecimento de idade mínima aos 65 anos para todos os trabalhadores, além da exigência de pelo menos 25 anos de contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). 

Entretanto, para que o trabalhador consiga se aposentar com o benefício integral, o texto apresentado pelo governo Michel Temer prevê a obrigatoriedade de pelo menos 49 anos de contribuição.

Funcionamento mínimo

A lei federal que regulamenta o direito de greve no Brasil estabelece que, em caso de serviços ou atividades consideradas como essenciais, “os sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”. Ou seja, devem manter um efetivo mínimo trabalhado para garantir a manutenção do serviço.
Leia também: "Governo culpa o trabalhador pela crise", diz Lula sobre reforma da Previdência
Entre as atividades consideradas pela lei como essenciais estão o transporte público – caso do Metrô –, assistência médica e hospitalar, serviço funerário, telecomunicações, controle de tráfego aéreo, entre outras.

As informações são do IG

Na partilha das tarifas da Linha 4, a prioridade é da empresa privada

Estação Faria Lima, da Linha 4-Amarela 
Nos trens de São Paulo, uma catraca não é apenas uma catraca. Ela faz parte de uma câmara de compensação que envolve todo o sistema de transporte sobre trilhos da cidade: tanto os pouco mais de 78 quilômetros de vias metroviárias, que são administrados pela empresa pública Metrô e pela Via Quatro (responsável pela Linha 4-Amarela), quanto os mais de 250 quilômetros de trens de superfície intermunicipais administrados pela estatal CPTM. A lógica faz parte de um jogo de repartição de receitas entre as duas empresas estatais de capital misto (Metrô e CPTM) e a Via Quatro.

Em uma frase, é possível dizer que todo o dinheiro do sistema de transporte sobre trilhos da cidade vai para um mesmo caixa, independentemente de onde o passageiro pegou o trem. Ao final do dia, o montante de dinheiro arrecadado em todas as catracas é dividido entre as três empresas. Verdade que ao usuário importa menos saber para onde o dinheiro vai e mais se há linhas funcionando de forma eficaz. Contudo, é importante saber que entre as três empresas há uma diferença no momento da efetuação de repasses, e que a companhia privada Via Quatro tem preferência.

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Para entender os repasses estaduais à Via Quatro, é necessário saber, primeiro, que há dois tipos de usuários. De um lado, os classificados como “exclusivos” – aqueles que só usam trens desse percurso que vai da estação Butantã à estação Luz –; em média 10% dos passageiros da linha. De outro lado, os chamados “integrados”, os 90% provenientes de conexões das três linhas operadas pelo Estado, assim como da rede metropolitana de trens manejada pela CPTM.

Para dar unidade a essas receitas diversas e ordenar a sua repartição para empresas diferentes, a solução foi dirigir todo o dinheiro arrecadado nas catracas – do Metrô, da CPTM e da Via Quatro – para um fundo gestor chamado de Câmara de Compensação e Pagamentos. Ao final do dia, ordena-se uma fila para recebimento automático dos repasses, na qual a concessionária privada, a Via Quatro, tem preferência ante as duas estatais.

A “tarifa contratual” tem hoje o mesmo valor do bilhete unitário, que é de 3,80 reais. Como o tíquete correspondente a um usuário “exclusivo” é de 3,80 e o valor arrecadado com um usuário “integrado” é, pelo menos, metade disso, na medida do uso de duas ou mais linhas, a Via Quatro recebe 1,90 reais por cada passageiro “integrado”. Além disso, a fórmula empregada para o cálculo dos repasses integra a compensação das gratuidades – maiores de 60 anos, crianças menores de seis anos e meia passagem de estudantes. Com isso, chega-se a um valor médio final por passageiro de 2,07 reais.

Mas enfim, por que esta numeralha deve interessar ao usuário comum, o qual só quer mais trens levando-o a cada vez mais lugares? O bom funcionamento do sistema tarifário e dos contratos que o regulam, diz o advogado Pedro Baumgratz, que estudou em sua tese o contrato da Linha 4-Amarela, é importante porque implica a sustentação do modelo de PPP, que deve ser replicado, com algumas diferenças, para outros trajetos, futuros e já existentes, como a Linha 5-Lilás e a Linha 15-Prata.

“Saber que os repasses feitos à concessionária não dependeriam de questões políticas, como no caso das estatais, já foi um grande incentivo para o mercado” diz Baumgartz. Ele se refere a tarifas que podem vir a ser condicionados tanto por concessão de gratuidades como de represamento de reajustes para controle de inflação, por exemplo, como aconteceu algumas vezes com a Petrobras. Mesmo admitindo-se que a “tarifa contratual” se sobreponha, em regra, à “tarifa política”, restava ainda uma questão para dar atratividade à operação privada, segundo Baumgratz: “Como as empresas teriam certeza de que o Estado lhes transferiria o dinheiro das tarifas contratuais?” A garantia, diz ele, veio com a instituição da câmara de compensação. “Assim, ficou claro para o setor privado que ele seria pago sem ter que cobrar na Justiça pagamentos não feitos pelo Estado.”

Sustentabilidade do sistema

Para Baumgratz, do ponto de vista jurídico e econômico, o modelo é muito bem pensando, quando se trata da PPP. “O problema é que ele gera uma pressão muito grande sobre as empresas estatais e, se está funcionando agora, pode não ser sustentável no futuro”, alerta. No caso da Linha 6-Laranja, por exemplo, a concessionária vencedora já está um degrau abaixo da Via Quatro na hora de receber os repasses devidos da “tarifa contratual”. A questão, basicamente, é saber até quando o bolo de dinheiro acumulado na Câmara de Compensação e Pagamentos será suficiente para abastecer todas as empresas envolvidas no sistema de transporte público sobre trilhos.

 Tese de Baumgratz mostra modelo tarifário definido em contrato


Tese de Baumgratz mostra modelo tarifário definido em contrato REPRODUÇÃO

Em entrevista à Folha de S. Paulo em 2016, o presidente da Via Quatro, Harald Zwetkoff demonstrou preocupação muito parecida com a de Baumgratz ao questionar a viabilidade do modelo de edital usado na Linha 4-Amarela. “Hoje há uma tarifa de 3,80 reais, que atende a Via Quatro, o Metrô e a CPTM. Amanhã, terá mais um operador da linha 6, depois de amanhã mais um da linha 5, aí outro na linha 17 e essa tarifa tem de ser redistribuída de forma justa para todos os players”, diz Zwetkoff. Para Baumgratz, em última instância é possível dizer que as concessionárias dependem da saúde financeira e do volume operacional do Metrô e da CPTM, já que compartilham a arrecadação com elas.

Para o Sindicato dos Metroviários, a Linha 4-Amarela já acarretou diminuição de qualidade de serviço e demissões no Metrô, em função da repartição da receita originária das linhas estatais. A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) refuta a afirmação do sindicato, por meio de sua assessoria de imprensa. “Nas PPPs, as solicitações de reequilíbrio econômico-financeiro são processos previstos tanto pela contratada quanto pela contratante”, diz o órgão do Estado em nota. Questões como essa “estão sendo discutidas e avaliadas pela STM sem qualquer interferência na qualidade dos serviços prestados aos usuários”, completa.

“Não se trata de demonizar as PPPs, mas discutir como o modelo funciona”, diz Baumgratz

Reportagem do jornal Valor, de 2016, mostra, contudo, que o balanço administrativo de 2015 do Metrô revelou que a companhia havia tido perdas acumuladas de 332 milhões de reais em decorrência da preferência de repasses das tarifas para a Via Quatro. Um “termo de acordo” firmado entre o Metrô e o Governo estadual, de fato, reconheceu o montante como perda da companhia e se comprometeu a garantir que novas perdas não “afetem a sustentabilidade” do Metrô. Neste caso, o Tesouro estadual garantiria o repasse “a seu critério, das diferenças de arrecadação tarifária”. Não ficou claro, porém, quais são os requisitos para tais repasses.

Em 1993, quando a Linha 4-Amarela foi anunciada, o Brasil e o Estado de São Paulo levavam a cabo um amplo programa de privatizações. As motivações eram econômicas e políticas, mas, no caso do novo trajeto do metrô, também contratuais. Em 1999, o Banco Mundial condicionou um empréstimo para a construção da linha à opção por um modelo que delegasse sua operação à iniciativa privada.

“Não se trata de demonizar as PPPs, mas discutir como o modelo funciona”, diz Baumgratz. Em sua tese, ele questiona: É sustentável? É o melhor para a cidade? É justo com as companhias estatais? São questões em aberto.

As informações são do Jornal El País

Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô

Pátio de manobras da Linha 4-Amarela 
A Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, responsável pela ligação do centro com a região sudoeste da cidade, tem uma história longeva, inconclusa e pontuada por percalços institucionais, crises econômicas e acidentes. O resumo da ópera se expressa bem nos consecutivos atrasos de entrega completa do projeto: foi mencionado pela primeira vez em 1993, teve obras iniciadas em 2004, foi prometido para 2010, mas ainda está longe de operar com seu total de 11 estações. Em um momento em que o metrô é alvo de uma série de acusações de improbidade e corrupção na Justiça, o histórico da linha e seu modelo de implantação também ajudam a compreender o nó do transporte sobre trilhos na cidade.

Metrô não é fácil de fazer. Isso é consenso entre técnicos e especialistas. Todo projeto é marcado por complexas questões jurídicas, institucionais e técnicas, além, naturalmente, das econômicas. Apesar disso, é de espantar que São Paulo, uma megalópole de 11 milhões de habitantes, tenha menos quilometragem de metrô do que cidades como Santiago do Chile e Paris – com respectivamente 103 e 214 quilômetros, sem sequer terem a metade do número de moradores da capital paulista. A malha metroviária paulistana é de apenas 78,3 quilômetros. Para resolver o déficit, o Governo do Estado, comandado pelo PSDB há mais de 20 anos, tem apostado em diferentes modelos de desenvolvimento, como as Parcerias Público Privadas (PPP). É o caso da Linha 4-Amarela, em que a concessionária Via Quatro é responsável pela operação da linha – o que inclui fornecimento de trens e gestão da logística –, enquanto o poder público constrói: estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura.

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Segundo diferentes administrações tucanas, a opção pela PPP seria responsável por acelerar a expansão metroviária paulista. Em 2016, o Governo Estadual revelou um plano em que 60% das linhas da cidade seriam delegadas à iniciativa privada. Contudo, questões envolvendo o formato do edital da Linha 4-Amarela e sucessivos atrasos nas obras colocam essa opção em xeque. Em entrevista à Folha de S. Paulo no ano passado, o próprio presidente da Via Quatro, Harald Zwetkoff, disse que a Linha 4-Amarela ainda não havia chegado a um “modelo ideal”, em grande parte por causa do descasamento entre as diferentes responsabilidades de construção e administração da linha.

Uma multa foi estabelecida em contrato, caso o Governo atrasasse a entrega do trajeto. Como quatro das 11 estações da linha ainda não foram inauguradas, e as que já estão em operação sofreram atrasos, a Via Quatro cobra uma dívida de 500 milhões de reais do Governo estadual. Zwetkoff disse que a concessionária foi prejudicada porque, sem as receitas previstas, ela tem que buscar financiamentos adicionais para comprar trens novos e fazer reparos de manutenção, gerando um efeito cascata. Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM), as questões relacionadas à multa estão sendo discutidas e avaliadas internamente, sem prejuízo para o serviço prestado aos passageiros. Procurada pelo EL PAÍS, a Via Quatro preferiu não se pronunciar novamente sobre a questão.

“É normal que haja uma evolução de um edital para o outro. No da Linha 6-Laranja, que também trabalha com o modelo de PPP, o concessionário já é responsável também pela obra, o que poderia sanar os problemas que o Governo do Estado teve para entregar as obras no cronograma”, diz o economista e advogado Pedro Baumgratz. Além da abertura de uma cratera na estação Pinheiros, em 2007, que matou sete pessoas e atrasou as obras, em 2015 o Governo rompeu o contrato com o consórcio responsável pelo término das obras, alegando que ele havia descumprido termos do que fora acordado. Os trabalhos foram retomados em julho passado, depois de um novo edital. Na melhor das hipóteses, estarão prontos até 2018, com ao menos oito anos de atraso.

O rompimento do contrato é alvo de investigação do Ministério Público, que aponta pagamentos feitos ao consórcio responsável pelas obras em períodos nos quais ela esteve completamente paralisada. O Metrô nega que haja irregularidades.

PERCALÇOS DE UMA LINHA

Apesar de projetos do traçado da Linha 4-Amarela já serem estudados desde 1968, foi em 1993 que se falou pela primeira vez na sua construção de fato. Àquela época, o governador Mário Covas já anunciava que o novo trajeto seria tocado pelo Estado, mas operado por uma empresa privada. Foram necessários mais de dez anos, contudo, para que um modelo de edital fosse encontrado e as obras, em 2004, iniciadas.

A entrega da primeira fase da linha (Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz) ficara prometida para 2008, mas a abertura de uma cratera na atual estação Pinheiros, em 2007, que matou sete pessoas, postergou os planos. Assim, foi só em 2011 que todas as estações da primeira fase entraram em operação

Inicialmente prevista para 2010, a segunda fase (Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis Mackenzie) só tem o início das obras aprovado dois anos depois, em 2012. O prometido era que em 2014 a linha estaria operando em sua integridade.

Mais uma vez, não foi o que aconteceu: só a estação Fradique Coutinho foi inaugurada naquele ano. Em 2015, o Governo Estadual rompeu o contrato com o consórcio Corsán-Corviam que construía a segunda etapa, tudo foi paralisado e só em julho de 2016 as obras foram retomadas por outro consórcio, o TC-Linha 4, vencedor de novo edital. Agora, a promessa é que tudo só seja finalizado em 2018. A estimativa, contudo, já é questionada.

Apesar da mudança no edital da PPP, a Linha 6-Laranja também já enfrenta seus problemas. “O andamento está parado, porque o consórcio vencedor não consegue financiamento para iniciar a construção”, diz Baumgratz, que estudou os contratos firmados nos editais das linhas 4-Amarela e 6-Laranja.

Responsável por cerca de metade do aporte de dinheiro para execução das obras, - ficando o Governo do Estado com a outra metade –, a concessionária Move São Paulo é formada pelas empresas Odebrecht Transport e Queiroz Galvão, ambas foco da Operação Lava Jato. Esse novo trecho já carrega um atraso e uma interrupção. Por nota, a Move São Paulo diz que cumpriu as obrigações previstas em contrato, mas que suspendeu as atividades por diferentes fatores, como a crise econômica e mudanças nas exigências que o BNDES fez para a liberação de empréstimos. A STM diz que vem colaborando para que a concessionária consiga o financiamento e estendeu o prazo para que isso ocorra até 15 de junho deste ano.

A cidade por trás das mudanças de um traçado

“O transporte público é essencialmente deficitário. Nas capitais europeias, por exemplo, o subsídio público aos sistemas varia entre 20% e 75%”, diz Baumgratz. O urbanista Geraldo Mouraacrescenta que, em média, a partir da quinta linha de metrô nas cidades, o sistema deixa de receber novos passageiros. “O montante de usuários se estabiliza e passa a ser compartilhado entre linhas e pelo sistema como um todo”, afirma Moura. Além disso, o sistema metroviário também trabalha com concessão de gratuidades, que são decisões políticas, que devem ser bancadas em forma de repasses monetários pelo Governo

Segundo o urbanista, tudo isso contribui para que PPPs na área de transporte público sejam pouco atraentes para as empresas privadas. Para ele, não é por acaso que o projeto da Linha 4-Amarela foi mencionado pela primeira vez em 1993, mas que só em 2004 as obras foram iniciadas. Chegar a um edital interessante foi muito difícil. “Incialmente, o projeto não se mostrou atrativo para o mercado. Assim, foram criadas condições mais favoráveis, com o desenho de um trajeto que prioriza áreas mais ricas da cidade”, diz Moura.

Em 1982, por exemplo, um mapa do trajeto desejado para a Linha 4-Amarela, incluía dois braços que desceriam para regiões periféricas da zona sudeste da cidade. Para Moura, não é à toa que o plano foi excluído do projeto atual. As estações em regiões em que há muita concentração de emprego e em que, por isso, as pessoas entram e descem muito do metrô, foram priorizadas. Foi uma forma de atrair empresas para o negócio, mostrando que ele seria vantajoso. O erro do modelo, argumenta o urbanista, é insistir em uma lógica que tem levado São Paulo a problemas clássicos de mobilidade e desigualdade, já que há uma reafirmação de que apenas a região central da cidade é desenvolvida
Traçado de 1982 imaginado para o metrô paulistano REPRODUÇÃO

“Como as empresas não se interessaram pelos editais em um primeiro momento, o Estado acabou ficando a reboque do setor privado”, opina Moura. Para o economista e advogado Pedro Baumgratz, o traçado escolhido tem relação direta com a lógica do mercado. Isso fica bem claro quando se vê o cronograma das obras, em que a fase inicial de implantação previa estações em um miolo que vai da região central até o Butantã, passando por lugares como Avenida Faria Lima, Avenida Paulista e o bairro de Pinheiros. As estações mais afastadas, como São Paulo-Morumbi e Vila Sônia ainda não saíram do papel.

Baumgratz faz a ressalva, contudo, que pela total carência de metrô, a linha acabou servindo como uma extensão de outros trajetos mais periféricos e isso fez com que as características socioeconômicas dos passageiros sejam bem diferentes do que era inicialmente esperado. “O problema está no modelo de construção de cidade. O metrô deveria ser essencialmente um indutor de crescimento, de planejamento urbano, mas isso não aconteceu mais uma vez”, opina Moura. Para ele, uma linha de metrô nunca é apenas uma linha, mas uma parte essencial de como a cidade deveria se desenvolver.

“O problema está no modelo de construção de cidade. O metrô deveria ser essencialmente um indutor de crescimento, de planejamento urbano"

As PPPs deveriam ser descartadas de pronto, então? “Trabalhar com o mercado não é necessariamente ruim, não se trata de uma demonização de privatizações. Em Tóquio, por exemplo, as linhas são privadas”, comenta Baumgratz ao citar a capital japonesa, cidade conhecida por seu ótimo serviço de transporte público. Por que, então, funciona lá e aqui é tudo tão lento? “É difícil estabelecer comparações, porque as instituições dos lugares são muito diferentes, mas, por isso mesmo é necessário muita transparência nos processos para que a população entenda o que está em jogo”, comenta o pesquisador.

Segundo Moura, as linhas metroviárias em Tóquio fazem parte de um processo bem maior de operação urbana, servindo quase como uma compensação por explorações imobiliárias residências e comerciais em uma cidade com o uso do solo extremamente regulado. “Comparações são complicadas mesmo, mas o transporte público precisa urgentemente ser pensado em um contexto maior de cidade”, diz. Em São Paulo, o arranjo que possibilitou as PPPs passa muito mais por questões contratuais do que por um pensamento que englobasse desenvolvimento urbano.

As informações são do Jornal El País